Chico no sofá
Eu sou um gato de sorte
Meu dono é rico, me adotou
E me dá ração importada todo dia.
E daí que dá diarréia? É importada!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Chico - O Gato II
Chico fazendo inalação
Eu acho que o ar está melhorando sim fuuuu
Mês passado saí daqui só três dias fuuuuuu
Semana passada tive a quinta-feira livre fuuuuuuu
E agora vou passar o final de semana em casa, depois de 3 anos.
Fuuuuuuuu uhuuu fuuuuu
Eu acho que o ar está melhorando sim fuuuu
Mês passado saí daqui só três dias fuuuuuu
Semana passada tive a quinta-feira livre fuuuuuuu
E agora vou passar o final de semana em casa, depois de 3 anos.
Fuuuuuuuu uhuuu fuuuuu
Chico - O Gato I
Chico dentro do tanque:
Nunca me senti tão bem.
A diarréia diminuiu e o ouvido não sai quase nada de pus.
Só essa tosse que cof cof cof cof cof
Werrrow, cof cof cof uuughhh (desmaia)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Pobre Dirção (e que atire a primeira pedra a avó que nunca ouviu essa)
Carta de desculpas
Salve Dna. Dirce.
Aí, antes de começar eu queria dizê um salve aí pra toda as mana do bairro, tá ligada, e que tudo as véia aí teje na santa paiz de Cristo, falô? Porque só Jesus salva, mano.
É o seguinte Dirção, qué dize, Dna. Dirce, não sei se a senhora vai lembra de mim, ta ligado, mas eu sou aquele mano lá que foi na porta da sua casa outro dia pedi uns troco para comprá o leite NAM do muleke, ta ligado?
E também fui eu aquele cara lá que apareceu chorando na sua porta, com os zóio vermelho, pedindo para senhora libera uma grana preu compra os Vodol pras friera da minha mãe, ta ligado? E também era eu aquele mendigo com um chulé da porr... pedindo umas comida pras criança lá na sua porta (e não é por fala não, Dna. Dirce, mas os cara da boca choraro no pudim, ta ligado, mando beins!!!).
Mas o negócio é o seguinte Dna. Dirce, eu to escrevendo pra dize que eu andei tendo aí uns pobrema com droga, ta ligado, e que na verdade eu fui mó patife, ó. Era tudo mentira as embromada que eu dava na senhora. Na verdade era pra compra os baguio mesmo, ta ligado.
Mas agora eu me redimi legal Dna. Dirce. Já que a senhora sempre financio as minhas nóia, aí, eu tô escreveno pra dize que eu to legal mesmo. Fui lá pra comunidade, conheci os mano da igreja, me curei. Encontrei Jesus Dna. Dirce. Agora eu sô um cara de Deus, ta ligado, to limpo mesmo.
E é o seguinte Dna. Dirce, a carta aqui ó, é pra pidi disculpa por tudo as presepada que eu fiz aí na sua porta, ta ligado, na humildade. Queria que a senhora aí me perdoasse, mano, porque o vicio é foda, é coisa do demo. Ele pega você pelo pescoço e te leva pras loucura, ta ligado, só dando um tirinho pra sabê. Mais eu to limpo, to limpasso.
Então é isso aí Dna. Dirce. E eu queria dize mais uma coisa também: é que a gente ta precisando de uma graninha aí pra compra umas bibria nova pra comunidade, ta ligado, com uns papel de seda do bom, assim, resistente, ta ligado, então se a senhora pudé dá uma colaborada nóis agradece de coração.
Salve aí pra todas as mana da rua. E vê cum elas também Dna. Dirce. Semana que vem eu passo pra pega a grana, ta ligado.
Na humildade e aquele abraço.
Mano, quer dizer, irmão Nicoleti.
Salve Dna. Dirce.
Aí, antes de começar eu queria dizê um salve aí pra toda as mana do bairro, tá ligada, e que tudo as véia aí teje na santa paiz de Cristo, falô? Porque só Jesus salva, mano.
É o seguinte Dirção, qué dize, Dna. Dirce, não sei se a senhora vai lembra de mim, ta ligado, mas eu sou aquele mano lá que foi na porta da sua casa outro dia pedi uns troco para comprá o leite NAM do muleke, ta ligado?
E também fui eu aquele cara lá que apareceu chorando na sua porta, com os zóio vermelho, pedindo para senhora libera uma grana preu compra os Vodol pras friera da minha mãe, ta ligado? E também era eu aquele mendigo com um chulé da porr... pedindo umas comida pras criança lá na sua porta (e não é por fala não, Dna. Dirce, mas os cara da boca choraro no pudim, ta ligado, mando beins!!!).
Mas o negócio é o seguinte Dna. Dirce, eu to escrevendo pra dize que eu andei tendo aí uns pobrema com droga, ta ligado, e que na verdade eu fui mó patife, ó. Era tudo mentira as embromada que eu dava na senhora. Na verdade era pra compra os baguio mesmo, ta ligado.
Mas agora eu me redimi legal Dna. Dirce. Já que a senhora sempre financio as minhas nóia, aí, eu tô escreveno pra dize que eu to legal mesmo. Fui lá pra comunidade, conheci os mano da igreja, me curei. Encontrei Jesus Dna. Dirce. Agora eu sô um cara de Deus, ta ligado, to limpo mesmo.
E é o seguinte Dna. Dirce, a carta aqui ó, é pra pidi disculpa por tudo as presepada que eu fiz aí na sua porta, ta ligado, na humildade. Queria que a senhora aí me perdoasse, mano, porque o vicio é foda, é coisa do demo. Ele pega você pelo pescoço e te leva pras loucura, ta ligado, só dando um tirinho pra sabê. Mais eu to limpo, to limpasso.
Então é isso aí Dna. Dirce. E eu queria dize mais uma coisa também: é que a gente ta precisando de uma graninha aí pra compra umas bibria nova pra comunidade, ta ligado, com uns papel de seda do bom, assim, resistente, ta ligado, então se a senhora pudé dá uma colaborada nóis agradece de coração.
Salve aí pra todas as mana da rua. E vê cum elas também Dna. Dirce. Semana que vem eu passo pra pega a grana, ta ligado.
Na humildade e aquele abraço.
Mano, quer dizer, irmão Nicoleti.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Com que nome eu vou?
Depois do Riseclyson, da Gesiclane, da Jiucimara e do Edlysday a criatividade para o nome dos filhos realmente pode começar a falhar. E é claro que nomes comuns como Ana, Maria, Pedro ou José estão completamente fora de cogitação! Nesse caso, uma boa dica para seguir a linhagem, já que ainda faltam uns 9 ou 10 barrigudinhos pela frente, sem contar os 15 netos e 25 bisnetos, é apelar para um artifício super moderno, de úrtima mesmo, que faz todo o trabalho de composição de nomes para você. E aí vai o endereço do grande gênio: http://www.morroida.com.br/nome-de-pobre. É só entrar e sair, entrar e sair, entrar e sair, no intervalo da novela ou o dia todo, se não tiver emprego e nem tv em casa, e depois fazer a festa. Divirtam-se.
Bom Samaritano
Marcio sempre quis ser bom para a humanidade.
Quando criança, roubou o lápis do Juninho só porque sabia que a mãe dele ia comprar um mais bonito e deixar o garoto feliz.
Roubou o gabarito de provas da escola para todo mundo saber as repostas e passar de ano. Roubou a carteira do pai com o salário de um mês inteiro porque queria que este aprendesse a ter uma renda extra.
Mais tarde, roubou também o anel de brilhantes da tia. Ele sabia que a vaidade era um pecado e queria salvar a pobre coitada desse mal.
Depois roubou o mercadinho da esquina, porque variedade demais sempre dificulta a escolha. Roubou uma garotinha e também estuprou, porque a clinica de psicologia da sua prima precisava de mais clientes. Assaltou um banco para dar crédito para a polícia, 15 minutos de fama para o delegado e um furo de reportagem para o jornal.
Foi preso. Mas de lá, roubou pela internet e também deu um golpe milionário pelo telefone, só para as pessoas aprenderem a serem menos ingênuas com essa coisa de tecnologia.
Roubou o amigo da cela para ele aprender que a vida na cadeia não é nada fácil e que, por isso, era melhor não vacilar da próxima vez.
Cinco anos depois ele saiu. Então, matou o juiz e o promotor. Agora eram menos dois sentenciando penas pequenas a quem deveria passar o resto da vida preso.
Na fuga, ele conheceu o Joca. Fizeram amizade durante um roubo à padaria: era o mínimo que eles poderiam fazer para diminuir o alcoolismo em estabelecimentos onde famílias inteiras compram o pão de cada dia.
E assim, parceiros agora, compartilhando do mesmo ideal e do desejo de fazer o bem a todos, eles decidiram que poderiam ir muito além. Algo em nível nacional! Então decidiram entrar para a política. Roubaram com impostos, com fraudes na saúde pública e na educação, mensalinhos e mensalões.
Ajudaram não só a família, que precisava de emprego, mas toda a nação. Afinal, o que seria do carnaval e do futebol, se as pessoas não precisassem de uma boa diversão para esquecer dos escândalos e da sujeira a que se submetem todos os dias?
Quando criança, roubou o lápis do Juninho só porque sabia que a mãe dele ia comprar um mais bonito e deixar o garoto feliz.
Roubou o gabarito de provas da escola para todo mundo saber as repostas e passar de ano. Roubou a carteira do pai com o salário de um mês inteiro porque queria que este aprendesse a ter uma renda extra.
Mais tarde, roubou também o anel de brilhantes da tia. Ele sabia que a vaidade era um pecado e queria salvar a pobre coitada desse mal.
Depois roubou o mercadinho da esquina, porque variedade demais sempre dificulta a escolha. Roubou uma garotinha e também estuprou, porque a clinica de psicologia da sua prima precisava de mais clientes. Assaltou um banco para dar crédito para a polícia, 15 minutos de fama para o delegado e um furo de reportagem para o jornal.
Foi preso. Mas de lá, roubou pela internet e também deu um golpe milionário pelo telefone, só para as pessoas aprenderem a serem menos ingênuas com essa coisa de tecnologia.
Roubou o amigo da cela para ele aprender que a vida na cadeia não é nada fácil e que, por isso, era melhor não vacilar da próxima vez.
Cinco anos depois ele saiu. Então, matou o juiz e o promotor. Agora eram menos dois sentenciando penas pequenas a quem deveria passar o resto da vida preso.
Na fuga, ele conheceu o Joca. Fizeram amizade durante um roubo à padaria: era o mínimo que eles poderiam fazer para diminuir o alcoolismo em estabelecimentos onde famílias inteiras compram o pão de cada dia.
E assim, parceiros agora, compartilhando do mesmo ideal e do desejo de fazer o bem a todos, eles decidiram que poderiam ir muito além. Algo em nível nacional! Então decidiram entrar para a política. Roubaram com impostos, com fraudes na saúde pública e na educação, mensalinhos e mensalões.
Ajudaram não só a família, que precisava de emprego, mas toda a nação. Afinal, o que seria do carnaval e do futebol, se as pessoas não precisassem de uma boa diversão para esquecer dos escândalos e da sujeira a que se submetem todos os dias?
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Abrindo o jogo e soltando a mão
Buen, depois de mostrar textos e mais textos para os coleguinhas de trabalho, baboseiras mesmo, resolvi criar esse blog que não vale muito mais que R$ 1,99. E tem de tudo: moda com combinação de havaianas duas cores, as legítimas, com meia furada no dedão, música de Chico Lopes à poderosa Stephanie, dicas de viagem: com uma imperdível farofa no Boqueirão, um passeio pela esfumaçada Heliópolis, e ainda, dicas para não deixar que a sua passagem pela Naval seja um tiro no pé. E também temos compras: um giro no Brás, um rolé na Zepa ou um sabadão na 25. Aliás, dentro desse tópico, dicas de como lidar com credores e administrar o nome sujo no serasa e no spc também entram! E gastronomia, tem sim senhor! E da boa: churrasco grego (comida importada), churrasco de gato (exótico) e dogão + suco por R$ 1,50. Esportes? Claro que tem! Afinal, você sempre pode garantir a rodada do brasileirão e a cerveja na faixa assistindo o PFC do vizinho...
Então, es eso! Aguardem novidades e "rambora". Porque enquanto todo mundo paga de bacana falando de luxo, eu quero mesmo é me esbaldar no lixo. E vamo enchê lage, porque esse puxadinho tem muito o que crescer!
Então, es eso! Aguardem novidades e "rambora". Porque enquanto todo mundo paga de bacana falando de luxo, eu quero mesmo é me esbaldar no lixo. E vamo enchê lage, porque esse puxadinho tem muito o que crescer!
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