As vezes a
gente passa por tanta coisa na vida, que chega a ter a doce ilusão de que já
aprendeu tudo o que podia, que dessa vez vai ser diferente e que estamos
blindados para o que der e vier.
É aquela
deliciosa certeza de que podemos dominar o mundo, agora com total segurança, controle
físico e emocional, já que não vamos cometer de novo os mesmos erros que um dia
nos fizeram sofrer.
Justamente
nessa hora, nossa implacável e impiedosa professora, a Vida, vem com aquela
bela reguada nas mãos (de novo), mostrando que quando se trata Dela não sabemos
absolutamente nada. E mais uma vez a régua quebra forte.
Não a nossa
mão. Mas a nossa cara e muitas vezes o coração.
O que
acontece depois? Um grandessíssimo dèja-vu.
Você se vê
de novo sofrendo, inseguro, perdido e procurando por respostas de perguntas nunca
existiram. Exatamente como aconteceu da primeira vez.
O tempo
passa, as pessoas mudam e, no final das contas, o único jeito de minimizar os
impactos das quedas, que continuam as mesmas, é aprender de uma vez por todas
que não sabemos absolutamente nada sobre nossos próprios sentimentos.
E se serve
de consolo, saber que não se sabe nada já é um bom avanço de caminho dentro
desse doloroso processo de estudar a vida, mas nunca aprender.
Eu sempre
digo, depois de ter lido isso num livro, que somos apenas seres espirituais
vivendo experiências terrestres. Experiências, como o nome já diz, são
experimentos normalmente novos e inéditos. Não adianta procurar uma fórmula
para não sofrer ou se blindar. Nestas horas, valem muito mais o feeling e o
discernimento para decidir se dá ou desce. Se você para antes de quebrar a cara
ou se segue em frente e paga para ver.
E se
decidir seguir, já sabe né? Ou melhor, não sabe...
Reza para
dar tudo certo ou recomeça do zero.
