Patrão: - Ela estava peiteando um aumento de salário.
Amigo do patrão: - Pleiteando, você quer dizer?
Patrão: - Não, peiteando mesmo! E eram tão volumosos que eu quase dei.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Frase Books for Eu Mesma 12
A ignorância é uma benção. O problema é o desgraçado que tem que lidar com o abençoado.
Frase Books for Eu Mesma 8
De que adianta saber que escola não é com i, se o meu peito não é de silicone?
Frase Books for Eu Mesma 3
Qualquer coisa pode ser qualquer coisa desde que se tenha uma boa filosofia para explicar a coisa.
SPC
Caríssimo Sr. SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, quem é você exatamente? Por que você anda me ligando tanto? Sempre imaginei que, exceto a Ana Maria Braga e a Whitney Houston, as pessoas não costumavam ter, assim, tanta intimidade com seus protetores.
Agora vocês não só me ligam todos os dias, como sabem meu endereço, cpf, rg, tipo sanguíneo, comida predileta e quanto eu devo na praça! E me cobram ainda por cima!!!
Bom, então vamos esclarecer uma coisa: quem tem que proteger o crédito aqui, são vocês, não eu. Então, que culpa eu tenho se o meu crédito ficou totalmente desprotegido? Desprotegido de juros absurdos, daquela chatinha das Lojas Renner que me liga com sotaque paranaense e, muito pior, daquele outro cara das Casas Bahia que uma vez por semana vai tomar um chá lá em casa e me entregar um bilhetinho com o telefone dele dizendo que é cobrança. E olha a tamanha ingratidão: o chá que eu sirvo é de graça!!! Com açúcar e sem juros.
Por fim, essa carta tem o caráter de um pedido formal para que vocês não me liguem e nem me incomodem mais. E caso queiram insistir, já aviso de antemão que não vou atender. Não que a minha paciência já tenha se esgotado completamente com a fanha das Lojas Marisa ou com aquela voz que eu ainda não sei se é de homem ou de mulher do cartão Hipercard, mas o fato é que eu realmente não posso atender. Estou com os telefones de casa e celular cortados.
E nem pensem em ligar na empresa. Acabei de ser demitida.
Atenciosamente.
M.M.F*
(mulher muito ferrada)
Agora vocês não só me ligam todos os dias, como sabem meu endereço, cpf, rg, tipo sanguíneo, comida predileta e quanto eu devo na praça! E me cobram ainda por cima!!!
Bom, então vamos esclarecer uma coisa: quem tem que proteger o crédito aqui, são vocês, não eu. Então, que culpa eu tenho se o meu crédito ficou totalmente desprotegido? Desprotegido de juros absurdos, daquela chatinha das Lojas Renner que me liga com sotaque paranaense e, muito pior, daquele outro cara das Casas Bahia que uma vez por semana vai tomar um chá lá em casa e me entregar um bilhetinho com o telefone dele dizendo que é cobrança. E olha a tamanha ingratidão: o chá que eu sirvo é de graça!!! Com açúcar e sem juros.
Por fim, essa carta tem o caráter de um pedido formal para que vocês não me liguem e nem me incomodem mais. E caso queiram insistir, já aviso de antemão que não vou atender. Não que a minha paciência já tenha se esgotado completamente com a fanha das Lojas Marisa ou com aquela voz que eu ainda não sei se é de homem ou de mulher do cartão Hipercard, mas o fato é que eu realmente não posso atender. Estou com os telefones de casa e celular cortados.
E nem pensem em ligar na empresa. Acabei de ser demitida.
Atenciosamente.
M.M.F*
(mulher muito ferrada)
Espera
Espera 9 meses pra nascer. Espera a mamãe chegar do trabalho, espera o coelhinho da páscoa, espera o dia das crianças, espera a festinha de aniversário e espera também o Papai Noel.
Espera a aula começar, espera as férias chegar, espera a catapora sarar e espera o idiota do Renatinho olhar. Espera ônibus, espera a formatura, espera o resultado do vestibular, espera os 18 anos completar. Espera as prestações do primeiro carro acabar e espera também o mecânico liberar, depois de 2 horas a esperando o guincho levar.
Espera a colação de grau, espera o reconhecimento profissional, espera o homem certo pra casar, espera ele comprar cigarro até se convencer de que ele não vai mais voltar.
Então, espera para se recuperar, espera o Florentino se declarar, espera pra ver se ele não vai te enganar, espera o financiamento do BNH e espera o Juninho chegar. Nove meses depois, espera ele sentar, espera ele andar, espera ele falar e deixar de mamar. Espera o dente nascer, das fraldas sair e a chupeta cuspir.
Espera na porta da escola, espera na casa do amigo, espera o boletim pra saber se estudou e na porta da balada para ver se terminou. Então, espera uma namorada boa pra ele sossegar e espera que Deus vá ajudar.
Espera a aposentadoria validar, o filho casar, o neto nascer e o marido enterrar. Espera o inventario sair, o Juninho partir e a sua carta do exterior chegar.
Espera a novela e o novelo acabar quando aprende a tricotar. Espera a idade passar, o médico visitar e a receita para a dor nas costas aliviar. Espera a farmácia entregar, a bisneta visitar e o moço do asilo levar.
- Espera...Espera...Era Esperança o nome dela, né?
- Era. Coitada....
- Morreu velhinha, né? Tinha uns...quanto? Noventa e poucos?
- Cento e vinte e dois...Coitada.
- Nossa, bem que dizem que a Esperança é a última que morre, né?
- E nunca reclamou um A da vida. Coitada...
E nessa hora uma ligeira sensação de que o caixão havia tremido perturbou os mais próximos. Era ela! A espera da entrada no céu, morta, de novo, de raiva pelas infelizes últimas palavras proferidas por aquela sei-lá-quem no seu velório. Mas dessa vez ela não ia esperar pra falar. E gritou lá do fim da fila, da última nuvem, do fim do último corredor do céu:
- Eu posso até ser a última que morre, mas que eu vou ser a primeira dessa merda de fila a enfiar a mão na cara do filha da puta que inventou essa porra de ditado, isso eu vou!!!
- Humm, bem lembrado Dona Esperança! - era a maldita cegonha passando bem na hora por ali - Aqui no céu os últimos sempre são os primeiros. Não se preocupe mais! É hora de nascer primeiro que todo mundo em uma linda família.
E assim a Esperança se foi com seu último grito, agora um chorinho rouco de recém nascido, entalado na garganta pelo peso da revolta enquanto pensava inconformada.... Aquele bofetão ia ter que esperar.
Espera a aula começar, espera as férias chegar, espera a catapora sarar e espera o idiota do Renatinho olhar. Espera ônibus, espera a formatura, espera o resultado do vestibular, espera os 18 anos completar. Espera as prestações do primeiro carro acabar e espera também o mecânico liberar, depois de 2 horas a esperando o guincho levar.
Espera a colação de grau, espera o reconhecimento profissional, espera o homem certo pra casar, espera ele comprar cigarro até se convencer de que ele não vai mais voltar.
Então, espera para se recuperar, espera o Florentino se declarar, espera pra ver se ele não vai te enganar, espera o financiamento do BNH e espera o Juninho chegar. Nove meses depois, espera ele sentar, espera ele andar, espera ele falar e deixar de mamar. Espera o dente nascer, das fraldas sair e a chupeta cuspir.
Espera na porta da escola, espera na casa do amigo, espera o boletim pra saber se estudou e na porta da balada para ver se terminou. Então, espera uma namorada boa pra ele sossegar e espera que Deus vá ajudar.
Espera a aposentadoria validar, o filho casar, o neto nascer e o marido enterrar. Espera o inventario sair, o Juninho partir e a sua carta do exterior chegar.
Espera a novela e o novelo acabar quando aprende a tricotar. Espera a idade passar, o médico visitar e a receita para a dor nas costas aliviar. Espera a farmácia entregar, a bisneta visitar e o moço do asilo levar.
- Espera...Espera...Era Esperança o nome dela, né?
- Era. Coitada....
- Morreu velhinha, né? Tinha uns...quanto? Noventa e poucos?
- Cento e vinte e dois...Coitada.
- Nossa, bem que dizem que a Esperança é a última que morre, né?
- E nunca reclamou um A da vida. Coitada...
E nessa hora uma ligeira sensação de que o caixão havia tremido perturbou os mais próximos. Era ela! A espera da entrada no céu, morta, de novo, de raiva pelas infelizes últimas palavras proferidas por aquela sei-lá-quem no seu velório. Mas dessa vez ela não ia esperar pra falar. E gritou lá do fim da fila, da última nuvem, do fim do último corredor do céu:
- Eu posso até ser a última que morre, mas que eu vou ser a primeira dessa merda de fila a enfiar a mão na cara do filha da puta que inventou essa porra de ditado, isso eu vou!!!
- Humm, bem lembrado Dona Esperança! - era a maldita cegonha passando bem na hora por ali - Aqui no céu os últimos sempre são os primeiros. Não se preocupe mais! É hora de nascer primeiro que todo mundo em uma linda família.
E assim a Esperança se foi com seu último grito, agora um chorinho rouco de recém nascido, entalado na garganta pelo peso da revolta enquanto pensava inconformada.... Aquele bofetão ia ter que esperar.
Revelação
A revelação
Como todas as grandes revelações da vida, essa também foi daquelas que acontecem bem rápido. Tipo um twin que bate em um momento X de um dia Y, ou um Plantão da Globo que pula da TV na sua cara bem no meio da novela.
A dela, veio numa manhã comum como todas as outras, saindo mais uma vez atrasada de casa para o trabalho.
Depois de 8 anos de profissão, trabalhando com propaganda, ela descobriu, finalmente, que a sua vida não era nem de longe um comercial de margarina.
E tudo porque foi abrir a geladeira pra pegar um Todinho!
Foi nessa hora, nessa maldita hora, que ela se deu conta, quase sem querer, de que ELA ainda estava lá.
Linda. Intacta. Fechada. E simplesmente vencida. Há exatos 2 anos, 8 meses e 3 dias. A margarina!
E assim, como todas as grandes revelações da vida, essa também foi esquecida bem rápido. Quando, quase como um consolo, ela também se deu conta de que gostava de requeijão.
Mas que amanhã ia ela ia ver se o requeijão estava vencido, isso ia!!!
Quer dizer, se desse tempo, claro...
Como todas as grandes revelações da vida, essa também foi daquelas que acontecem bem rápido. Tipo um twin que bate em um momento X de um dia Y, ou um Plantão da Globo que pula da TV na sua cara bem no meio da novela.
A dela, veio numa manhã comum como todas as outras, saindo mais uma vez atrasada de casa para o trabalho.
Depois de 8 anos de profissão, trabalhando com propaganda, ela descobriu, finalmente, que a sua vida não era nem de longe um comercial de margarina.
E tudo porque foi abrir a geladeira pra pegar um Todinho!
Foi nessa hora, nessa maldita hora, que ela se deu conta, quase sem querer, de que ELA ainda estava lá.
Linda. Intacta. Fechada. E simplesmente vencida. Há exatos 2 anos, 8 meses e 3 dias. A margarina!
E assim, como todas as grandes revelações da vida, essa também foi esquecida bem rápido. Quando, quase como um consolo, ela também se deu conta de que gostava de requeijão.
Mas que amanhã ia ela ia ver se o requeijão estava vencido, isso ia!!!
Quer dizer, se desse tempo, claro...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Hora da Verdade 2: Afasta Quarteirão
Era só uma criança de 4 anos. Acreditava na vida, na felicidade e na sinceridade das pessoas. Acreditava no amor e jamais, nunca, na mentira dos homens. Até que um dia, naquela tarde ensolarada de sábado, aparece sob sua árvore predileta aquele em quem ela sempre confiou, admirou e adorou. O irmão mais velho!
Sangue do seu sangue, e cabelo joãozinho do seu cabelo joãozinho (um trauma pra outra história…) vindo salvá-la mais uma vez da inevitável queda, tirando-a a da árvore que ela teimava em subir, mas nunca sabia descer.
Exultante que estava, não pensou duas vezes em subir na garupa da sua própria Cecizinha rosa, pilotada naquele momento por seu grande ídolo. Aquele que até então só lhe dera alegrias, além das mamadeiras de todas as tardes e horas e horas de diversão enquanto fazia-se passar por seu cavalinho de estimação em seu gigantesco pasto, o velho tapete verde da sala.
Naquele dia, entretanto, algo mudou entre eles. A confiança, essa pedra de diamante que uma vez quebrada jamais se recompõe, haveria de ser quebrada em apenas alguns minutos. E assim aconteceu. Tudo por causa de uma aposta, de uma exibição e de uma palhaçada sem-tamanho dos meninos da rua de trás, ajudados, claro, por aquele bueiro fedido, nojento e sempre destapado que esperava algum dia pela queda do velho Catulino durante mais uma das suas bebelanças no bar do Bento.
Mas o fato é que, naquele dia, justamente naquela manhã em que tudo parecia lindo, a vítima não fora o Catulino. E sim a pobre menina! A pequena e inocente criança que, induzida pelo irmão, adentrou junto com ele ao bueiro, acreditando piamente na história de que, ao fechar os olhos por alguns segundos, ambos o abririam depois de um tempo e estariam no Japão.
Um Japão que para a garota se materializou em sua primeira grande e traumática desilusão. Olhos abertos e assustados, a sensação de sentir-se enganada se tornava ainda maior somada ao terror de notar que nada, além das mesmas baratas de antes, havia por lá!
Sem Japão, sem olhos puxados e sem o próprio irmão por perto, tudo o que podia ouvir eram seus soluços em um choro amargurado, os tic-tics das milhares de baratas nos seus pés e, muito ao longe, as risadas dos garotos direcionadas todas, obviamente, para a sua dor.
Claro que, arrependido pela atitude sórdida, seu irmão mais velho mais do que depressa a retirou de lá. Tentou se desculpar, dizer que era tudo uma brincadeira, mas o trauma nascido ali cresceu dia-a-dia em seu íntimo tomando a forma de uma grande descrença nas coisas lindas e inquebráveis da vida, como a confiança plena nas pessoas. Mesmo naquelas que mais amava.
E assim ela cresceu. Sem medo de falar o que pensava, de escrever escatologias em seu blog, de ser totalmente anti-romântica ainda que estivesse diante de um daqueles deuses gregos indispensáveis. O que, aliás, para ela jamais existiu, já que conseguia ver mesmo nesses “ai, ais” a parte mais anti-romântica e desinteressante logo de cara – um truque de sua imaginação, lógico, para não se deixar levar pela ilusão do amor.
E é claro que como tudo nessa vida, a postura da menina adquirida à fórceps naquele sábado ensolarado, também teve suas conseqüências além do próprio trauma.
O fato é que, independente do lugar ou da situação, ela sempre era como era, falava o que falava e sofria as conseqüências fosse como fosse, carregando o peso eterno de ser ela, em meio a tantas mulheres “arrasa quarteirão”, a única capaz de tornar-se por sua própria conta, risco e palavras desmedidas, a verdadeira “AFASTA QUARTEIRÃO”...
Culpa sua? Do trauma? Do irmão? Há um dia o Sr. Freud que explicar...
Sangue do seu sangue, e cabelo joãozinho do seu cabelo joãozinho (um trauma pra outra história…) vindo salvá-la mais uma vez da inevitável queda, tirando-a a da árvore que ela teimava em subir, mas nunca sabia descer.
Exultante que estava, não pensou duas vezes em subir na garupa da sua própria Cecizinha rosa, pilotada naquele momento por seu grande ídolo. Aquele que até então só lhe dera alegrias, além das mamadeiras de todas as tardes e horas e horas de diversão enquanto fazia-se passar por seu cavalinho de estimação em seu gigantesco pasto, o velho tapete verde da sala.
Naquele dia, entretanto, algo mudou entre eles. A confiança, essa pedra de diamante que uma vez quebrada jamais se recompõe, haveria de ser quebrada em apenas alguns minutos. E assim aconteceu. Tudo por causa de uma aposta, de uma exibição e de uma palhaçada sem-tamanho dos meninos da rua de trás, ajudados, claro, por aquele bueiro fedido, nojento e sempre destapado que esperava algum dia pela queda do velho Catulino durante mais uma das suas bebelanças no bar do Bento.
Mas o fato é que, naquele dia, justamente naquela manhã em que tudo parecia lindo, a vítima não fora o Catulino. E sim a pobre menina! A pequena e inocente criança que, induzida pelo irmão, adentrou junto com ele ao bueiro, acreditando piamente na história de que, ao fechar os olhos por alguns segundos, ambos o abririam depois de um tempo e estariam no Japão.
Um Japão que para a garota se materializou em sua primeira grande e traumática desilusão. Olhos abertos e assustados, a sensação de sentir-se enganada se tornava ainda maior somada ao terror de notar que nada, além das mesmas baratas de antes, havia por lá!
Sem Japão, sem olhos puxados e sem o próprio irmão por perto, tudo o que podia ouvir eram seus soluços em um choro amargurado, os tic-tics das milhares de baratas nos seus pés e, muito ao longe, as risadas dos garotos direcionadas todas, obviamente, para a sua dor.
Claro que, arrependido pela atitude sórdida, seu irmão mais velho mais do que depressa a retirou de lá. Tentou se desculpar, dizer que era tudo uma brincadeira, mas o trauma nascido ali cresceu dia-a-dia em seu íntimo tomando a forma de uma grande descrença nas coisas lindas e inquebráveis da vida, como a confiança plena nas pessoas. Mesmo naquelas que mais amava.
E assim ela cresceu. Sem medo de falar o que pensava, de escrever escatologias em seu blog, de ser totalmente anti-romântica ainda que estivesse diante de um daqueles deuses gregos indispensáveis. O que, aliás, para ela jamais existiu, já que conseguia ver mesmo nesses “ai, ais” a parte mais anti-romântica e desinteressante logo de cara – um truque de sua imaginação, lógico, para não se deixar levar pela ilusão do amor.
E é claro que como tudo nessa vida, a postura da menina adquirida à fórceps naquele sábado ensolarado, também teve suas conseqüências além do próprio trauma.
O fato é que, independente do lugar ou da situação, ela sempre era como era, falava o que falava e sofria as conseqüências fosse como fosse, carregando o peso eterno de ser ela, em meio a tantas mulheres “arrasa quarteirão”, a única capaz de tornar-se por sua própria conta, risco e palavras desmedidas, a verdadeira “AFASTA QUARTEIRÃO”...
Culpa sua? Do trauma? Do irmão? Há um dia o Sr. Freud que explicar...
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Hora da verdade 1: Quando a vida privada e a vida na privada vão pela mesma descarga.
Desde pequena, principalmente nós que somos mulheres, sempre aprendemos lá no capítulo 3 das boas maneiras que soltar um “pum” em público é um dos maiores crimes contra a moral e os bons costumes do planeta!
Além de nojento e mal cheiroso, o pum fora de hora pode causar danos fatais ao encanto do casamento, das amizades, do tão sonhado reconhecimento profissional e de qualquer outro tipo de relacionamento social que se possa ter. Mas, o que fazer quando não se nasce com uma rolha na porta de saída?
Bom, segundo a minha mãe, com toda a sua polidez e educação européia, a resposta é bem simples e categórica: pum é só dentro do banheiro. E não se fala mais nisso!
Assim crescemos, resignadas, acreditando que ainda há, ao menos, uma única salvação: o banheiro! E haja o que houver, doa o orifício que doer, há sempre que se cumprir à risca tal regra. Seja o banheiro a 2 metros ou 2000 km de distância.
Claro que nem sempre isso é possível. E como toda regra tem sua exceção, depois de esgotar todas as técnicas inimagináveis de pompoarismo lado B, sempre acabamos apelando para disfarces do tipo cara feia pro colega do lado, saída pela esquerda, cara de “não sei quem fui” e tudo, obviamente, sem descer do salto. Afinal, a segunda parte da lição lá do capítulo 3 era nunca, jamais, em hipótese alguma, revelar a qualquer pessoa que você faz cocô.
- Imagina, só! - Dizia mamãe. - Uma mulher cagando. Que coisa mais inadmissível!!! E pum é só no banheiro, hein!
E agora, em pleno mundo da propaganda, onde, enquanto na criação roteiros novíssimos saem do forno dizendo que o iogurte ajuda você a fazer cocô da forma mais natural do mundo, fazendo do seu intestino um verdadeiro reloginho, eis que eu vejo todas as questões de uma vida inteira de fase anal mal resolvida (se não sabe o que é, estude Freud) caírem por terra. Ou melhor, descendo descarga abaixo.
E tudo por causa do banheiro da agência! Público!!! Com quatro casinhas uma de frente para a outra e portas que fazem questão de deixar seus sapatos à mostra.
Gente, cadê, peloamordedeus, o cabimento em tudo isso? Mãe, me ajuda nessa hora!!! Em que lição estava a parte que eu perdi que dizia que posso soltar pum só no banheiro, se é exatamente esse um banheiro onde todo mundo vai saber que eu peidei? E pior, que tive aquele piriri desgraçado onde me derreti toda com barulhos involuntários vindo de toda parte que se desintegrava dentro de mim? E sem ao menos a misericórdia de uma porta que não revelasse os meus pezinhos aflitos esperando o banheiro esvaziar para poder sair, de novo, como se nada tivesse acontecido. Mesmo sabendo lá no fundo que, depois de tudo, provavelmente a agência inteira já saberia....
E se por acaso ainda houver alguém lá dentro? Poderia eu simplesmente sair e dizer, com a cara mais feliz do mundo: “Puxa, não é que o iogurte é bom mesmo?” Ou a clássica: “Nossa, tá um cheiro estranho aqui, né? Será que tem vazamento no esgoto?”.
É, minha gente! Depois da tristeza de saber que fomos a vida toda doutrinadas pelos pudores de nossas mães que nunca viram um banheiro de agência, e essas, de nossas avós, que provavelmente nem cagavam de tanta vergonha, a verdade é uma só. Ou melhor, são 2.
Primeira: Uma hora ou outra todo mundo caga nessa vida. E feliz são os homens que podem fazer isso enquanto zoam um com o outro dentro do banheiro, medindo o tamanho da “obra”, a densidade do cheiro e o volume do peido, como se tudo fosse um grande troféu.
Segunda: Não importa o que a propaganda diga sobre o intestino funcionar como um reloginho ou sobre a eficácia do produto, ainda que essa mesma propaganda seja criada dentro do seu ambiente de trabalho. O melhor mesmo é nem tomar. Afinal, em agência onde o banheiro mais parece cidade do interior, que você dá um peido e todo mundo fica sabendo, encontrar uma mulher em pleno momento de aperto e piriri, soltando puns, destroços, alface e o milho de ontem é sempre uma merda. Literalmente.Principalmente se, no caso, essa mulher for você!
Além de nojento e mal cheiroso, o pum fora de hora pode causar danos fatais ao encanto do casamento, das amizades, do tão sonhado reconhecimento profissional e de qualquer outro tipo de relacionamento social que se possa ter. Mas, o que fazer quando não se nasce com uma rolha na porta de saída?
Bom, segundo a minha mãe, com toda a sua polidez e educação européia, a resposta é bem simples e categórica: pum é só dentro do banheiro. E não se fala mais nisso!
Assim crescemos, resignadas, acreditando que ainda há, ao menos, uma única salvação: o banheiro! E haja o que houver, doa o orifício que doer, há sempre que se cumprir à risca tal regra. Seja o banheiro a 2 metros ou 2000 km de distância.
Claro que nem sempre isso é possível. E como toda regra tem sua exceção, depois de esgotar todas as técnicas inimagináveis de pompoarismo lado B, sempre acabamos apelando para disfarces do tipo cara feia pro colega do lado, saída pela esquerda, cara de “não sei quem fui” e tudo, obviamente, sem descer do salto. Afinal, a segunda parte da lição lá do capítulo 3 era nunca, jamais, em hipótese alguma, revelar a qualquer pessoa que você faz cocô.
- Imagina, só! - Dizia mamãe. - Uma mulher cagando. Que coisa mais inadmissível!!! E pum é só no banheiro, hein!
E agora, em pleno mundo da propaganda, onde, enquanto na criação roteiros novíssimos saem do forno dizendo que o iogurte ajuda você a fazer cocô da forma mais natural do mundo, fazendo do seu intestino um verdadeiro reloginho, eis que eu vejo todas as questões de uma vida inteira de fase anal mal resolvida (se não sabe o que é, estude Freud) caírem por terra. Ou melhor, descendo descarga abaixo.
E tudo por causa do banheiro da agência! Público!!! Com quatro casinhas uma de frente para a outra e portas que fazem questão de deixar seus sapatos à mostra.
Gente, cadê, peloamordedeus, o cabimento em tudo isso? Mãe, me ajuda nessa hora!!! Em que lição estava a parte que eu perdi que dizia que posso soltar pum só no banheiro, se é exatamente esse um banheiro onde todo mundo vai saber que eu peidei? E pior, que tive aquele piriri desgraçado onde me derreti toda com barulhos involuntários vindo de toda parte que se desintegrava dentro de mim? E sem ao menos a misericórdia de uma porta que não revelasse os meus pezinhos aflitos esperando o banheiro esvaziar para poder sair, de novo, como se nada tivesse acontecido. Mesmo sabendo lá no fundo que, depois de tudo, provavelmente a agência inteira já saberia....
E se por acaso ainda houver alguém lá dentro? Poderia eu simplesmente sair e dizer, com a cara mais feliz do mundo: “Puxa, não é que o iogurte é bom mesmo?” Ou a clássica: “Nossa, tá um cheiro estranho aqui, né? Será que tem vazamento no esgoto?”.
É, minha gente! Depois da tristeza de saber que fomos a vida toda doutrinadas pelos pudores de nossas mães que nunca viram um banheiro de agência, e essas, de nossas avós, que provavelmente nem cagavam de tanta vergonha, a verdade é uma só. Ou melhor, são 2.
Primeira: Uma hora ou outra todo mundo caga nessa vida. E feliz são os homens que podem fazer isso enquanto zoam um com o outro dentro do banheiro, medindo o tamanho da “obra”, a densidade do cheiro e o volume do peido, como se tudo fosse um grande troféu.
Segunda: Não importa o que a propaganda diga sobre o intestino funcionar como um reloginho ou sobre a eficácia do produto, ainda que essa mesma propaganda seja criada dentro do seu ambiente de trabalho. O melhor mesmo é nem tomar. Afinal, em agência onde o banheiro mais parece cidade do interior, que você dá um peido e todo mundo fica sabendo, encontrar uma mulher em pleno momento de aperto e piriri, soltando puns, destroços, alface e o milho de ontem é sempre uma merda. Literalmente.Principalmente se, no caso, essa mulher for você!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Era uma vez...
Sabe qual a diferença entre as histórias de faz-de-conta e as brincadeiras de faz-de-conta? É que ao contrário das histórias, as brincadeiras nunca acabam no "viveram felizes para sempre". A gente simplesmente junta as Barbies e os acessórios nas caixinhas e vai, cada uma pra sua casa, felizes e contentes por mais um dia em que as horas passaram voando enquanto a imaginação nos permitia ser quem quiséssemos. E com a certeza, no fundo da alma, que no outro dia sempre haverá a chance de recomeçar. Com outra brincadeira, com outra história...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O amor é lindo!
Gente, se tem uma coisa que eu acho super romântico num cara, é ele presentear a mulher com roupas íntimas. Meu marido mesmo, me dá esse presente todos os dias. Uma cueca suja pra lavar.
#Red
Eles se conheceram na balada. Atração à primeira vista. Confiavam um no outro como se já namorassem há anos. Até que no 15o. encontro, surge o assunto:
- Má, sabia que hoje é o dia mundial de combate a Aids?
- Sério Jú? Putz, ainda bem que você me disse.
- Ué, porque Amadeu? Vai fazer alguma coisa pra colaborar com a campanha?
- Claro querida! Hoje a gente só transa de camisinha.
- Má, sabia que hoje é o dia mundial de combate a Aids?
- Sério Jú? Putz, ainda bem que você me disse.
- Ué, porque Amadeu? Vai fazer alguma coisa pra colaborar com a campanha?
- Claro querida! Hoje a gente só transa de camisinha.
É Veríssimooooo
Gente, desde mais nova (e não vou dizer pequena, porque naquela época eu já tinha os mesmos 1m59), sempre gostei de ler Luis Fernando Veríssimo. Achava ele super engraçado. Li o Comédias da Vida Privada 1, li o 2, emprestei os 2 e, obviamente, estou esperando há anos a pessoa me devolver os livros. Depois disso, ainda comprei o "O melhor das comédias da vida privada" que era um compilado dos livros 1 e 2, com uns contos inéditos que mesmo depois de ler 5x eu não descobri quais eram.
Agora, há não muito tempo atrás, lendo "Mentiras que os homens contam", confesso que toda a minha admiração pelo Lú ficou bem balançada. Sabe, tipo relacionamento em crise?
E tudo isso não pela sinceridade cafajeste do livro, mas porque eu descobri que todos os milhões de livros são sempre as mesmas crônicas apenas separadas por títulos diferentes. O que quer dizer que, na verdade, ele só fez 2 livros autênticos e inéditos, ganhou uma puta grana com eles e, não contente, ainda conseguiu transformar os 2 em 200. E o pior é que agora eu não sei se o odeio por isso ou admiro ainda mais. Afinal, o que é a multiplicação dos pães perto de um cara que consegue fazer sutilmente a multiplicação dos livros e das cifras na sua conta bancária?
Buen...Depois da descoberta, o fato é que agora que já li tudo o que podia sobre o Vê, vou ter que me contentar com outra série inédita. E como não achei nada que me atraísse tanto, resolvi me inspirar no próprio Lú, e no Zé, que consegue inovar fantasticamente no Stand up falando de pandas, enquanto os outros seguem o clichê "tô puto com isso, tô puto com aquilo e fumo maconha", e escrever os meus.
Assim, depois de todas as justificativas, e deixando claro para o DADO que isso é apenas um texto, lá vai o primeiro continho. Acho que podemos chamar por enquanto de "Verdades que as mulheres contam"...
(Claro que depois que eu tiver vários, vou pensar melhor em quantos livros e títulos diferentes ele pode entrar. Afinal, se o Lú conseguiu por ser Veríssimo, quem sabe eu tbm não tenho uma chance por ser Mateos, né?).
Sinceridade é algo que se aprende desde de cedo.
"Querido, acordei com uma vontade de fazer aquele amor gostoso hoje"
"Hummm, querida, só se for agora..."
"Jura????"
"Ahãn"
"Oba!!! Carlão, pode sair do armário"
Agora, há não muito tempo atrás, lendo "Mentiras que os homens contam", confesso que toda a minha admiração pelo Lú ficou bem balançada. Sabe, tipo relacionamento em crise?
E tudo isso não pela sinceridade cafajeste do livro, mas porque eu descobri que todos os milhões de livros são sempre as mesmas crônicas apenas separadas por títulos diferentes. O que quer dizer que, na verdade, ele só fez 2 livros autênticos e inéditos, ganhou uma puta grana com eles e, não contente, ainda conseguiu transformar os 2 em 200. E o pior é que agora eu não sei se o odeio por isso ou admiro ainda mais. Afinal, o que é a multiplicação dos pães perto de um cara que consegue fazer sutilmente a multiplicação dos livros e das cifras na sua conta bancária?
Buen...Depois da descoberta, o fato é que agora que já li tudo o que podia sobre o Vê, vou ter que me contentar com outra série inédita. E como não achei nada que me atraísse tanto, resolvi me inspirar no próprio Lú, e no Zé, que consegue inovar fantasticamente no Stand up falando de pandas, enquanto os outros seguem o clichê "tô puto com isso, tô puto com aquilo e fumo maconha", e escrever os meus.
Assim, depois de todas as justificativas, e deixando claro para o DADO que isso é apenas um texto, lá vai o primeiro continho. Acho que podemos chamar por enquanto de "Verdades que as mulheres contam"...
(Claro que depois que eu tiver vários, vou pensar melhor em quantos livros e títulos diferentes ele pode entrar. Afinal, se o Lú conseguiu por ser Veríssimo, quem sabe eu tbm não tenho uma chance por ser Mateos, né?).
Sinceridade é algo que se aprende desde de cedo.
"Querido, acordei com uma vontade de fazer aquele amor gostoso hoje"
"Hummm, querida, só se for agora..."
"Jura????"
"Ahãn"
"Oba!!! Carlão, pode sair do armário"
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