Ele diz que eu sou louca
me faz falar, me calar.
Me manda um sonoro lá lá lá
Enquanto eu imagino em devaneios
todos os blá-blá-blás
que essa história poderia se tornar.
Logo eu que não entrego e não me apego
Que sou lago raso onde o pato não afunda
E formiga só molha as canelas.
Logo eu que numa noite quente e sozinha,
Fui surpreendida por ele,
Com a embriaguez que dá coragem
e tira a sutileza para falar o que pensa
Sem filtro, com firmeza.
De repente, um louco que se encaixa.
Que diz coisas com sotaque enrolado,
cheio de graça
Um louco tímido, romântico, sensual
Que sabe olhar o mundo com cor, com foco, com a visão que exclui o que é banal.
Logo eu, desavisada...
Simplesmente me encantei
de um jeito que o coração desconhece.
Um compasso novo, totalmente inédito
Como uma peça no quebra-cabeça desajustado, desmiolado, bagunçado de tanto tentar montar.
Mas ele está longe.
Pode ser excesso de blá-blá-blá
E ele diz apenas lá lá lá

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