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Me deixe sozinha com meus próprios pensamentos.
Me deixa olhar no profundo desses olhos castanhos diante do
espelho
Me deixe ouvir o silêncio que ecoa no vazio dessas quatro
paredes
Apenas deixe-me sentir ecoar a música que toca alto em minha
mente.
São momentos raros de solidão e espera...
Aceitação e dúvida. Introspecção e Guerra.
Eu comigo mesma. Eu com esse você perdido na multidão...
Me pergunto em qual esquina meus olhos castanhos cruzarão os teus.
Me pergunto em qual sorriso, dos tantos espalhados pelo
mundo, se esconde o seu.
Aquele mesmo que fará reluzir o meu...
Me pergunto entre qual desses rostos, entre os milhares que
cruzam apressados o meu caminho, poderá estar o seu.
Seria aquele mesmo rosto que vejo em meus sonhos?
Teria você aquela mesma alegria juvenil, abrindo a porta da
sala apressado, com um sorriso largo a me procurar pelos cantos de casa, sem perceber
que eu estou bem ali atrás da próxima porta, escondida e ao mesmo tempo
encantada por essa tua reação?
Teria você o mesmo amor, o mesmo nome, a mesma
história?
Ahh meu imaginário e sagrado-coração... O amor-perfeito de uma vida cheia de imperfeições...
Em quantos sonhos já te vi? Perdi as contas...
Em quantos momentos te vivi? Já não sei dizer.
Em quantos dias te esperei? São tantos anos que nem sei...
E eu ainda me pergunto a cada manhã: até quando? Por quanto
tempo mais?
É loucura insistir? O que mais tenho que fazer para você, em
algum canto desse planeta, me sentir, me ouvir e gritar de volta em resposta a todas
as súplicas que fazem os meus pensamentos? O que mais eu preciso fazer para que
o seu coração escute ao chamado do meu? Promessas, juras, sonhos, canções, dias
após dia te chamo das mais diversas formas. Me ajuda a te amar. Só vem. E não
tarde mais do que o necessário!
Come on,
baby, come on over
Let me
be the one to show you

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