terça-feira, 5 de março de 2013

Ihhh, deu merda! (sugerido por Renato "Saru")

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Depois de um ano de namoro, aquelas seriam suas primeiras férias juntos.
Fizeram planos, compraram mapas, guias de viagens e malas novinhas só para combinar. Tudo parecia perfeito! Pelo menos até as portas do elevador rumo ao topo do Empire State se fecharem.
(E tinha que ser no elevador, porque desgraça pouca é bobagem).

Foi logo nos primeiros andares.
Enquanto ela suspirava corações, ele respirava fundo tentando conter as manifestações do seu intestino.
Ela o olhava apaixonada. Ele mantinha o olhar perdido em desespero.
Ela queria beijá-lo. Ele só queria dar um peido...
E foi com pesar que sentiu algo bem mais denso que isso escorrer pela cueca.

Sim! Em meio aquele elevador com milhares de andares ainda por subir e lotado de gente, a cagada estava feita. E era uma realidade estampada não só na sua cara, como na calça branca que ELA havia escolhido para ele naquele dia.

Perdendo o último resquício de dignidade quando um pingo amarelado ainda caiu de suas calças no chão do elevador, ele simplesmente se entregou durante todo o restante da viagem às manifestações mais impiedosas do seu corpo. Vômitos no Central Park, diarreia aos pés da Estátua da Liberdade e mais cuecas borradas em meio a Soho Square. E isso, sem falar na poltrona do avião, que é melhor nem comentar...

Foram 10 dias de sentença, condenação e vaso sanitário, em que ele pagou todos os seus pecados. E a julgar pela quantidade excretada, foi com juros e correção monetária.

Já ela, mesmo com tudo isso, achou a coisa mais romântica desse mundo cuidar do seu amor e ainda ter dias extras para ficarem juntinhos depois de seu desembarque direto para o hospital.

Ela jurava que era amor.
Ele tinha certeza que era virose.

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