Sem controle, sem destino, sem reta e sem meta.
O que é a vida se não for uma eterna sucessão de amor e gratidão?
Ontem eu tinha um mundo, um teto, um sonho. E hoje ele ruiu. Mas outro mundo se abriu. Me fez pensar e duvidar até mesmo de mim.
O que eu quero... O que eu não quero. Cabe mesmo a mim decidir?
Adianta querer tanto controle se o que eu vejo é uma parcela pífia do que a vida toda tem a oferecer?
O que é certo se não magoar quem eu não amo mais, significa magoar a mim e ao meu coração.
O que é errado, se não deixar o lar, significa abrir mão da vida, dos sonhos, dos planos?
Se respeitar o espaço do outro é abrir mão do meu?
Se fazer feliz a alguém é condenar a minha própria liberdade e felicidade.
Hoje eu decidi atirar o controle no primeiro abismo à frente.
Deixar seguir a vida, não à revelia, mas à vontade de Deus.
Aquele verdadeiro Deus que vive em meu coração e que por isso sabe melhor do que eu por quais caminhos devo seguir.
Hoje decidi fechar meus olhos e ouvidos de ver e ouvir e abrir os olhos e ouvidos de tatear e sentir.

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