Certo dia nosso finado Mário Lago, junto com seu coleguinha Ataulpho Alves, resolveram escrever uma clássica música para uma querida empregada de anos e anos. E... Adivinhem quem era? Sim, ela mesma!!!A própria, a saudosa e a única mulher de verdade: Amélia.
Pois bem. O problema é que depois dessa singela canção – que ressalto: era para a empregada dos caras e não para suas esposas - o resultado acabou sendo um catastrófico aborrecimento às mulheres casadas que, além da casa, também se dedicam aos filhos, ao trabalho, às contas e a guardar os chinelos deixados em qualquer canto pelo marido machista e fanático por futebol.
Claro, não vou negar a parcela de culpa dessas mulheres em escolher um parceiro assim. Muita gente pode dizer que elas já sabiam o que estavam fazendo e como o cara era antes de casar. Mas há um porém, e que pode justificar tudo em favor dessas mulheres, especialmente as que se casaram cedo: o fato de que não houve no momento do SIM uma santa alma que a lembrasse de uma afirmação básica da ciência: as mulheres, na grande maioria das vezes, amadurecem muito mais rápido do que os homens. E no caso dos mimados e machistas, vertiginosamente mais rápido, já que como eles mesmos vivem dizendo enquanto coçam o umbigo: (arroto) sou assim e não vou mudar.
Por esse motivo, e nada contra a homenagem dos compositores, acho que está na hora de esclarecer algumas verdades sobre a Amélia (a Amélia versão esposa dos machistas). Não que elas sejam de fato comprovadas, mas já que a idéia é espezinhar....Amigas, vamos revelar umas coisinhas básicas na história. Claro que não vai servir para nada. Mas, pelo menos da próxima vez poderemos dar boas risadas em segredo quando algum bobão tiver saudades da pobrezinha e santinha da Amélia.
Bora lá!
Nunca vi fazer tanta exigência
(é que folgado normalmente não se toca)
Nem fazer o que você me faz
(O quê??? Pedir uma ajuda em casa é muito?)
Você não sabe o que é consciência
(Pois é, se soubesse nem casava)
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
(Pobre sou eu, que ainda te agüento)
Você só pensa em luxo e riqueza
(O mínimo que eu posso pensar depois de tanto trabalho)
Tudo que você vê você quer
(E olha que mágico: compro com o meu dinheiro!!!)
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
(Concordo! Todo machista merece uma)
Aquilo sim é que era mulher
(E que mulher! Dava três, com três diferentes e ninguém desconfiava)
Às vezes passava fome ao meu lado.
(É que você nunca reparou no padeiro atrás do armário.)
E achava bonito não ter o que comer
(Isso é verdade, ela sempre preferiu ser comida)
E quando me via contrariado
(Disfarçava pra ver se não tinha dado nenhuma gafe)
Dizia: Meu filho, que se há de fazer
(Ela era a mestre do disfarce, fala sério!)
Amélia não tinha a menor vaidade
(Pra que, se ela nem precisava de muita roupa?)
Amélia é que era mulher de verdade
(Que o diga o padeiro, o encanador e o eletricista)
Amélia não tinha a menor vaidade
(Ok, ela escondeu bem aquela calcinha vermelha)
Amélia é que era mulher de verdade
(E como era! Depois de tudo ainda fazia você se achar o Rei Leão da casa)
É isso aí queridonas. Depois de um dia inteiro de trabalho, filho pra cuidar e casa pra ajeitar, deixa que eles arrumem suas próprias Amélias pra pegar a cerveja, servir jantinha no prato ou buscar a toalha, ou então, melhor ainda, deixa na saudade que de vez em quando é bom pra dar valor.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
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