Ahhh, a adolescência...
Quem não se lembra com saudade (ou com raiva,
mesmo) daqueles tempos
em que comer um pacote de passatempo recheada assistindo
a sessão da tarde poderia render, no máximo, uma ou duas espinhas....
Ou daquela calça 38 que você vestia sem nem se
dar conta do quão importante eram aqueles numerozinhos na etiqueta da calça.
A maldita calça 38!!!
A calça 38....
Aquela calça 38...
Quando foi mesmo que eu deixei de usar?
Não me lembro exatamente uma data, mas prefiro
pensar que foi no mesmo momento em que as baladas ficaram mais frequentes, o
chope era Brahma, era gelado e eu podia beber a vontade porque sustentava meus
vícios...
Numa época em que a vida ficou mais
interessante, mais adulta e, petisco vai, petisco vem, mais gordinha também.
E quem é que pensa em calça 38 nessa hora em que
tudo o que se quer é justamente arrancar as calças para o gatinho que você
passou horas tentando hipnotizar na balada?
(Porque nessa época você também pensa que tem poderes
especiais de sedução, sem nem sonhar que tudo estava concentrado nos fiozinhos
poderosos da calça 38...)
Fato é que, uma vez fora da calça 38, sua vida
nunca mais é a mesma.
O espelho vira seu pior inimigo depois da
balança.
Celulites e estrias passam a ser itens de série
na sua bunda
Sua refeição se resume a grelhado e salada
(chocolates, bolachas e sorvetes, mas ninguém precisa saber...)
Canga ganha mais importância que protetor solar.
E qualquer vadia safada que entre numa calça 38
se transforma em sua maior rival...
E isso sem falar nos peitos. Esses traidores de
uma figa que poderiam ser sua única salvação e agora mas não passam de duas
muxibas caídas...
E aí, amiga, dadas as circunstâncias, só resta
uma coisa a fazer, pelo menos até você ter a grana toda para lipoaspiração,
carboxterapia, drenagem linfática, modeladora e mais pacotes oferecidos pela
Onodera e Doctor Ray:
Bora lá pedir um chope com as amigas (que também
não usam 38), ficar bêbada e esquecer tudo isso!
Com muita sorte, você ainda descola um peguete
na balada que faz você acreditar de novo que mais vale uma calça número
qualquer no chão do motel, do que uma 38 no corpinho solitário...

hahaha... otimo!
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