segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Madrid! Mi madrid, madrileña...


Madrid não tem praias, mas suas ruas tem um astral que lembra muito o centro velho de Santos. É cidade grande, mas nem por isso nos faz sentir pequenos. Tem umas cores, cheiros e sabores muito peculiares também. Um misto de fritura e tabaco, de perfume doce e suor. Sobretudo nesse calor infernal, já que o clima em Madrid é 8 ou 80 (literalmente). E falando em 80, Madrid é povoada de gente que veio diretamente dos anos 80, 60, 70, 90 e 2050... todas convivendo harmoniosamente bem aqui, em Madrid. Nesse velho-novo mundo, a língua materna é a de todas as mães. Inglesas, polacas, russas, chinesas, árabes e, às vezes, espanholas também. É incrível ver como todos se entendem nessa algazarra maluca... Sobretudo as crianças, que se adaptam muito rápido.
E ainda assim, apesar de todos os encantos, a grande realidade sobre Madrid, ou qualquer outra cidade do mundo, é que a vida fora do (nosso) país nao depende das belezas que existem na cidade que você escolheu, mas no quanto você mesmo é capaz de enxerga-las.
E é inevitável dizer que esses olhares mudam. A cada êxito ou a cada barreira que você encontra pela frente...
Até a semana passada, essa mesma Madrid estava cinza e feia. O ar carregado, pesado... Cogitei voltar ao Brasil, mesmo sabendo que isso significaria recomeçar do zero. Coisa que mais tenho feito nessa vida ultimamente... E heis que ao fim e ao cabo de mais um dia, a vontade passou e essa mesma Madrid se despertou mais calorosa e aconchegante. Mas não foi Madrid quem mudou. Fui eu. Em tempo de entender que, entre todas as mudanças possíveis, a mais garantida sempre será a mudança de consciência. E isso, amigos, não depende do lugar. Acontece com você estando aí ou aqui,em Madrid.
E é assim, que dia após dia vamos vivendo, tentando, caindo, levantando, superando a dor da saudade e o medo ao desconhecido...

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